Erva em geral solitária ou cespitosa, formando pequenas touceiras, perene, base pouco dilatada, mucilagem hialina presente. Rizoma ereto com entrenós longos ou horizontal com entrenós curtos.
Folhas 4,5–19,8 cm compr., dísticas, eretas; bainha 1,7–8,7 × 0,34–0,81 cm, pouco dilatada na base, castanho-clara a verde, lisa, margem hialina, glabra; lâmina 3–11 × 0,11–0,24 cm, achatada, verde a castanha, lisa, margem glabra, ápice acuminado. Lígula presente. Espata 5,5–11,8 × 0,22–0,41 cm, verde, carena glabra, margem hialina, glabra, lâmina presente. Pedúnculo 24,3–48,1 × 0,05–0,18 cm, sub-cilíndrico, verde a castanho, liso, sem costelas a 2-costelado, costelas glabras. Espiga, 5–6,8 × 3–4,1 mm, elipsoide a levemente obovoide; brácteas castanho-claras a amareladas, carenadas, mácula ausente, margem inteira, concolor, glabra; brácteas estéreis ca. 4, ovadas; brácteas florais ca. 4–8, ovadas.
Flores com sépala anterior membranácea, avermelhada; sépalas laterais 3,6–5,7 mm compr., inclusas, oblanceoladas a elípticas, equilaterais a sub-equilaterais, ápice obtuso, raro agudo, carena estreita, glabra; lobo das pétalas ca. 3,2 × 1,6 mm, obovado, margem erosa; estaminódios ca. 0,6 mm compr., densamente pilosos por todo ramo; estames ca. 1,4 mm compr., anteras oblongas; estilete ca. 3,1 mm compr., ramos ca. 1,2 mm compr.; placentação parietal.
Cápsula ca. 3,8–4,3 × 1,5 mm, obovoide, sementes ca. 0,5 × 0,2 mm, castanho-avermelhadas, translúcidas, ovoides, reticuladas, ápice apiculado.
Distribuição e hábitat: Xyris capensis possui distribuição disjunta entre África, América do Sul e Ásia (Wanderley 2003). No Brasil, ocorre apenas nas Regiões Sul e Sudeste (Flora do Brasil 2020 em construção). No Paraná, ocorre nos campos dos três planaltos, onde geralmente é encontrada na margem de rios lajeados, mas principalmente em áreas com influência antrópica em que há constante fluxo de água, como valas a beira de estradas.
Fenologia: é encontrada com flores de setembro a abril.
Notas taxonômicas: difere das outras espécies de Xyris encontradas no Paraná por apresentar brácteas sem mácula, somada a placentação parietal. As cápsulas são relativamente grandes, geralmente superando o comprimento das brácteas. Apresenta folhas avermelhadas, em geral com a base submersa na água.
Fonte: LOZANO, E. D.; SMIDT, E. de C. & WANDERLEY, M. das G. L. Estudos taxonômicos das Xyridaceae no estado do Paraná, Brasil. Rev. Rodriguésia, v.69, n.4, p.1737-1769, 2018.