Woodsiaceae – Woodsia montevidensis

Caule 1,5-3 x 0,2-0,3 cm, ereto, com escamas lanceoladas; folhas eretas, fasciculadas; pecíolo 4-6 x 0,2-0,7 cm, castanho nigrescente na porção proximal, castanho claro distalmente, pubescente, tricomas catenados, com escamas lanceoladas, 2-7 x 0,8-1 mm, margem inteira; lâmina 11-30 x 2,5-5 cm, 1 pinado-pinatífida, lanceolada, tecido laminar com tricomas catenados nas duas faces, 0,5-1,5 mm; raque pubescente nas duas faces, com escamas lineares na face abaxial; pinas 1,7-4 x 0,5-1 cm, pinatífida, lanceoladas a oblongo-lanceoladas, ápice obtuso, base truncada, margem revoluta, pecioluladas; nervuras livres simples, pinadas, com tricomas catenados nas duas faces. Soros simples, arredondados, indúsio amplo (0,4-0,5 mm), cupuliforme, globoso-lobado, lobos unidos na base do receptáculo recobrindo soro, margem fimbriada.

Distribuição geográfica: Brasil (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul). México, Antilhas, Venezuela, Equador, Colômbia e Argentina. Africa. No Brasil Woodsia montevidensis ocorre na Floresta Atlântica Montana ou Alto Montana, ocupa ambientes úmidos e preservados. Mickel & Smith (2004) ressaltam que um estudo taxonômico envolvendo os complexos Woodsia mollis (Kaulf.) J.Sm. e W. montevidensis precisa ser realizado. Segundo esses autores o indúsio é o principal carácter para definição das espécies de Woodsia, mas nos espécimes Mexicanos de W. mollis o indúsio variou de globoso aberto a saquiforme fechado sobre os esporângios.

Conclusão Estudos que abordam floras regionais têm sido um caminho fundamental para incrementar o conhecimento de grupos taxonômico com grande diversidade e sem categorias infra-taxonômicas estabelecidas. Este é o caso do gênero Diplazium, por exemplo, que tem sido estudado regionalmente e foi tema de uma tese de doutorado no Brasil.

O entendimento das relações filogenéticas entre os gêneros que compõem Woodsiaceae s.l. ainda depende de uma ampla abordagem. Acredita-se que espécies que integram complexos taxonômicos ou consideradas polimórficas e de ampla distribuição no neotrópico, devam ser estudadas qualitativa e quantitativamente a partir de análises morfológicas e citológicas, com a inclusão de todos os táxons destes complexos. Assim como foi abordado por outros autores para espécies asiáticas.

Fonte: MYNSSEN, C. M. Woodsiaceae (Hook.) Herter (Polypodiopsida) no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Diretoria de Pesquisa Científica. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2011.

Deixe um comentário