Thymelaeaceae – Daphnopsis sellowiana

Arbustos ou arvoretas 1-4(5)m; ramos não dicotômicos, castanho-avermelhados, tomentosos a glabrescentes, gema apical pilosa.

Pecíolo (2)3-6mm, piloso a glabrescente; lâmina cartácea a coriácea, (3-)4-12×1,3-2,5(-3,5)cm, elíptica, elíptico-oblonga ou levemente oblanceolada, ápice obtuso a arredondado, raro agudo, base cuneada a arredondada, glabra na face adaxial, pilosa a tomentosa na face abaxial, nervuras secundárias 11-14(-16) de cada lado.

Inflorescência racemosa a umbeliforme, axilar nos râmulos com folhas ou ramifloras, pilosa, (6-)8-15-flora, 0,5-1cm. Flor masculina com hipanto cartáceo, 1,5-2,5×1,5-1,8mm, externamente híspido-estrigoso, internamente viloso; sépalas menores que o hipanto; escamas petalóides ausentes; estames exsertos, filetes 0,1-0,5mm; disco profundamente lobado; pistilódio delicado, viloso a esparso-piloso; flor feminina com hipanto cartáceo, 0,8-2×1-1,5mm, externamente híspido-estrigiloso, internamente glabro; escamas petalóides e estaminódios ausentes; disco delicado, lobado; ovário elipsóide ou obovóide, glabro ou com pêlos esparsos.

Baga 5-6×4 mm, ovóide, alvo-leitosa, glabra.

Espécie brasileira, encontrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. D8, D9, E7: em matas subtropicais da Serra da Mantiqueira e Serra da Bocaina. Coletada com flores em julho e agosto, frutificando em seguida.

Fonte: ROSSI, L. Thymelaeaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v. 4, p.343-350, 2005.

Deixe um comentário