Árvore. Ramos jovens castanho-amarelados, cilíndricos, glabrescentes, inermes.
Folhas isoladas e geminadas de tamanho e forma semelhantes; pecíolo 0,5-1,3cm compr., canaliculado, glabro com lenticelas; lâmina membranácea a cartácea, 4,5-13,5 x 2,1-3,6 cm, estreitamente elíptica a oblonga, ápice agudo-acuminado, base decurrente, revoluta, margem inteira, glabra; face adaxial verde, glabra; face abaxial verde, com domácias pilíferas entre as nervuras.
Inflorescência em cimeira escorpióide, axilar e extra-axilar, ca. 10 cm compr., pedúnculo 4,5 cm compr., glabra. Flores pediceladas, pedicelo 6-8 mm compr., glabro; bractéolas ausentes; cálice campanulado, ca. 9 mm diâm., ca. 2 mm compr., lacínias ca. 1 x 2 mm, amplamente oblonga, ápice redondo, pubescente; faces externa e interna glabras; corola rotáceo-estrelada, alva, 1-1,3 cm diâm., lacínias 5 x 3 mm, lanceoladas, ápice agudo, pubescente, tricomas simples; faces externa e interna glabras. Estames 5, isodínamos; filetes ca. 1 mm compr., glabros; anteras amarelas, ca. 3 mm compr., oblongas, glabras, deiscência por poros apicais, extrorsos, às vezes prolongando-se por fendas longitudinais. Ovário ca. 1 mm diâm., globoso, glabro a pubérulo, tricomas simples na base do ovário; ausência de disco nectarífero; estilete ca. 4 mm compr., curvo, glabro; estigma bilobado.
Fruto baga, castanho-amarelado, ca. 1-2 cm diâm., globoso, glabro; cálice não acrescente.
Solanum pseudoquina diferencia-se das outras espécies de Solanum da Serra Negra principalmente pela presença de domácias pilíferas entre as nervuras principal e secundárias, na face abaxial da lâmina foliar.
Na Serra Negra S. pseudoquina é encontrada a 1035 m de altitude, em borda de mata, frutificando no mês de novembro.
Solanum pseudoquina é uma espécie amplamente distribuída, ocorre na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai (KNAPP, 2002; NEE, 1999). No Brasil se estende desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul (SMITH & DOWNS, 1966).
Comum na Floresta Ombrófila Densa Montana e Floresta Estacional Semidecidual Montana, em mata de encosta e ciliar, clareiras, restinga e matas secundárias com perturbação antrópica.
Em Minas Gerais S. pseudoquina ocorre ocasionalmente no Vale do Paraíba do Sul, Alto Rio Grande, Mantiqueira Norte, Mantiqueira Sul, Planalto de Poços de Caldas, Espinhaço Sul e Noroeste (OLIVEIRA-FILHO, 2006).
Fonte: FELICIANO, E. A. Solanaceae A. Juss. da Serra Negra, Rio Preto, Minas Gerais: Tratamento taxonômico e similaridade florística. 135f. Dissertação, Universidade Federal de Juiz de Fora, PGECOL, Juiz de Fora – MG, 2008.