Rubiaceae – Spermacoce tenuior

Caracterização: Erva ereta a sublenhosa, 0.15−1.70 m alt. Caule tetrangular, verde, não lenticelados, glabro, denticulado ao longo dos ângulos, entrenós 1.8−5 cm. Bainha estipular 4−7 × 3−4 mm, fimbriada, 7−10 fimbrias, persistentes, pilosa externamente, sem coléteres.

Folha oposta cruzada, séssil a peciolada, lâmina 4.1−7.1 × 1.2−2.2 cm, elíptica a lanceolada, base acunheada a atenuada, ápice agudo a acuminado, margem inteira, ciliada membranácea, pilosa nas faces superior e inferior, venação eucamptódroma, nervura principal proeminente na face inferior, 4−7 pares de nervuras secundárias, verde; pecíolo 1.8−4.3 × 1.4−1.7 mm. Glomérulo, 4−8 × 3−4 mm, terminal e axilar, séssil, 5−12 flores, 4 brácteas foliáceas, 0.3−2.5 × 0.2−0.4 cm, lanceoladas, verdes, pilosas nas faces superior e inferior.

Flor séssil, glabra; botão floral 1.2−1.5 × 0.5−0.8 mm, oblongo, ápice agudo, piloso. Cálice subulado, 1−1.5 x 0.8−1 mm, 4 lacínios, desiguais, verde, piloso externamente. Corola infundibuliforme, branca ou lilás, prefloração valvar, tubo 1.5−2 × 0.8−1 mm, ereto, cilíndrico, glabro externamente e piloso internamente, 4 lobos, 1−1.5 mm comp., ápice triangular, glabro externamente e tomentoso internamente. Estames 4, inclusos, presos a fauce; filetes 1−1.2 mm comp., glabros; anteras 1 mm comp., oblongas, azuladas, muricadas. Hipanto 1−1.5 mm compr., oblongo, glabro. Ovário bilocular, uniovular, placentação axial; estilete 1−1.3 mm comp., cilíndrico, glabro; estigma bilobado, muricado.

Fruto seco, cápsula septicida, 2−3 × 1.5−1.7 mm, obovoide a linear, cálice persistente, com 2 linhas de deiscência, um mericarpo deiscente, do ápice até a região mediana, e outro indeiscente, verde quando imaturo, marrom quando maduro, piloso externamente.

Semente oblonga, 1.5−2 × 0.5−1 mm, sulco ventral com estrofíolos, face dorsal côncava, faveolada, marrom.

Distribuição geográfica: Spermacoce tenuior ocorre em toda a América Tropical e Subtropical. No Estado da Paraíba, há registros até o momento deste táxon apenas para mesorregião do Cariri em áreas ciliares dos municípios de Camalaú, Caturité e Monteiro (Pessoa & Barbosa 2012).

Considerações: Na Serra da Arara apresenta-se distribuída nas bordas da mata fechada e úmida, assim como, em plantações agrícolas, florida e frutificada de março a junho, indicando que a mesma se desenvolve no período chuvoso. É facilmente diferenciada de Staelia virgata (Link ex Roem. & Schult.) K. Schum. por alcançar 1.70 m de altura, flor lilás após a polinização, estames inclusos e fruto seco constituído por um dos mericarpos deiscente até a região mediana e o outro indeiscente.

Fonte: QUARESMA, A. A. & PEREIRA, M. do S. Flora da Serra da Arara: Rubiaceae Juss. Pesquisa e Ensino em Ciências Exatas e da Natureza, 4: e1298, 2020.

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