Erva perene, ereta, 10-30 cm alt., crescendo em touceiras compactas; caule delgado, hirsuto, muito ramificado, encoberto pelas folhas adpressas, entrenós com menos de 1 cm compr. Estípulas inconspícuas, hirsutas.
Folhas sésseis a subsésseis, opostas, patentes a subreflexas, não cobrindo os ramos; lâmina linear-lanceolada a oval, base aguda a atenuada, margem plana, ápice agudo, 6-10 mm compr., 2-6 mm larg., cartácea, castanho-amarelada quando seca, densamente coberta por tricomas semieretos, híspidos, amarelados a ferrugíneos; nervuras inconspícuas.
Inflorescências axilares, paucifloras; flores sésseis; hipanto zigomorfo, 2 mm compr., 1 mm larg., lacínios 2, externamente híspidos; corola alva, 4-5 mm compr., ca. 2 mm larg., externamente estrigosa a vilosa; lobos patentes, triangulares, ca. 1 mm compr.; anteras inclusas, subsésseis; estilete exserto.
Cápsula 4 mm compr.; sementes obovais a prismáticas, castanhas, 1 mm diâm.
Abundantemente ramificada, P. sparsiflora difere de P. holosericea devido ao aspecto de seu indumento, que é hirto e não adpresso. Considerada até o presente como endêmica da Serra do Cipó (Steyermark & Kirkbride 1977), foi registrada agora também na Serra da Canastra no oeste de Minas Gerais. Na Serra do Cipó, é encontrada em locais elevados, em campo rupestre, florescendo e frutificando de dezembro a maio.
Fonte: ZAPPI, D. C.; CÁLIO, M. F. & PIRANI, J. R. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Rubiaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo, v. 32, n. 1, p. 71-140, 2014.