Plantas epífitas. Caule horizontal, curto reptante, 0,5-0,8 cm diâm., revestido no ápice por escamas não clatradas, 1,0-2,8 × 0,8-2,2 mm, castanhas, orbiculares, margens inteiras.
Frondes 26,0-63,0 × 2,2-4,8 cm; pecíolo ausente ou muito curto, até 0,5 cm × ca. 3,0 mm, amarelado, fortemente anguloso; lâmina cartácea a coriácea, lanceolada, longamente atenuada para a base e menos para o ápice, margens
inteiras, às vezes levemente crenadas, com escamas unisseriadas, filiformes, adpressas, castanho-avermelhadas, abaxialmente sobre as nervuras e tecido laminar, ca. 0,1 mm compr., mais escassas adaxialmente; nervuras anastomosadas, partindo da costa em um ângulo de aproximadamente 75°, aréolas em 4-7 fileiras entre a costa e a margem da lâmina, com uma ou, na maioria das vezes, duas, ou até três vênulas livres inclusas, férteis, por vezes uma terceira vênula estéril cruza a aréola dividindo-a ao meio.
Soros arredondados, localizados no ápice das vênulas inclusas, 4-7 séries em cada lado da costa.
Distribuição geográfica: Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil – Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Campyloneurum nitidum é facilmente distinguido das outras espécies do gênero por apresentar um caule curto-reptante, robusto (0,5-0,8 cm diâm.), com frondes de 26,0-63,0 × 2,2-4,8 cm e pecíolo ausente ou muito curto (até 0,5 cm compr.).
Fonte: PRADO, J.; HIRAI, R. Y. & SCHWARTSBURD, P. B. Criptógamos do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo, SP. Pteridophyta: 9. Grammitidaceae e 16. Polypodiaceae. Rev. Hoehnea, v.37, n.3, p.445-460, 1 fig., 2010.