Polygalaceae – Senega sellowiana

Subarbustos 20-30cm; caules poucos a muitos, cilíndricos inferiormente, para cima subangulosos, corimbosamente ou umbelado-ramificados, esparsos tricomas glandulares, claviformes.

Folhas alternas, patentes, subpatentes a deflexas, sésseis; lâmina pouco carnosa, 6-10×0,5-0,6mm, linear, pontuado-glandulosa. Racemo terminal, 7-9mm, capitado, séssil ou subséssil; pedicelo 1-1,3mm; bractéolas caducas, raramente persistentes no fruto, não ciliadas.

Flores 3,5-4mm, alvo-lilases; sépalas não ciliadas, as externas cróceo-glandulosas, as superiores suboblongas, ápice obtuso; corola persistente no fruto, carena cuculada, ápice cristado, dorso cróceo-glanduloso; estilete terminado por uma cavidade pré-estigmática cimbiforme, sem tricomas nas bordas, extremidade superior com um apêndice cristado bem evidente.

Cápsula 3,5×2-2,5mm, elíptica, estipitada, cróceo-glandulosa; sementes cilíndricas, pubescentes, apendiculadas, apêndices 2, alcançando 2/3 do comprimento da semente.

Ocorre em Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. D4, F4: cerrado. Coletada com flores e frutos em agosto.

Bennet (1874) deu como localidades típicas de P. sabulosa as províncias de São Paulo e Minas Gerais.

Pelos poucos exemplares examinados, até o momento, coletados em São Paulo, considera-se uma espécie muito rara neste estado. Os exemplares examinados em outros estados apresentaram hábito 10-60cm alt. e folhas 6-24×0,5-1,5mm.

Sinonímia botanica: Polygala sabulosa

Fonte: MARQUES, M. do C. M. & GIL, F. S. Flora de Grão-Mogol, Minas Gerais: Polygalaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo, v. 24, p. 19-24, 2006.

Deixe um comentário