Arbustos ou árvores, 3-10 m alt.; ramos esparsamente pubescentes a glabros; espinhos pareados, recurvados, 0,5-2,5 mm compr.
Pecíolo 3-5 mm compr.; lâmina elíptica, 5-8 cm compr., 2,1-4,2 cm larg., ápice retuso ou arredondado, base atenuada a aguda, margem levemente recurvada, levemente pubescente a glabra, venação broquidódroma.
Inflorescência em panícula. Pedicelo levemente pubescente, 4,1-5,1 mm compr.; sépalas elípticas ou oblongas, (3,1-)3,6-4,7 mm compr., 1,4-2,2(-2,6) mm larg.; estames numerosos, glabros; filete 2,9-3,6 mm compr., antera 1,9-2,3 mm compr.; ovário oblongo, 2,5-4,2 mm compr., 1,3-1,9 mm larg., glabro.
Sâmara castanho-clara, base globosa, 2-2,7 cm compr., 0,5-1,1 cm larg.; semente 4-5 mm diâm.
Seguieria americana é encontrada na América do Sul, inclusive no Brasil, ocorrendo do Nordeste ao Sudeste e Sul (Siqueira & Marchioretto 1994, Udulutsch et al. 2007). Há apenas um registro na Serra do Cipó, coletado em estado estéril, em março, numa mata ciliar próxima ao Rio Cipó.
A natureza das estruturas pareadas espiniformes encontradas na base das folhas é controvertida: tratando-se de estípulas modificadas em espinhos (Nowicke 1968, Pennington et al. 2004, Udulutsch et al. 2007) ou de profilos modificados (Rohwer 1993, Steinmann 2010, Stevens 2001 onwards).
Fonte: AKEMI-BORGES, I. & PIRANI, J. R. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Phytolaccaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo, São Paulo, v.36, p.97-101, 2018.