Ervas ou subarbustos, 40 cm alt.; ramos papilosos ou glabros.
Folhas sem estípulas; pecíolo 3-17 mm compr.; lâmina lanceolada a elíptica, 37-77(-90) mm compr., 13-32(-41) mm larg., ápice agudo a acuminado, base atenuada, margem levemente ondulada, glabra, venação broquidódroma.
Inflorescência geralmente tirsoide; brácteas 1,1-2,8(-4,1) mm compr.; bractéolas 1,2-2,2 mm compr. Flores bissexuadas; pedicelo rosado, papiloso, 1,5-3,6 mm compr.; sépalas 5, orbiculares ou elípticas, 1,8-2,9(-3,5) mm compr., (0,9-)1,5-2 mm larg., rosadas a purpúreas, glabras; estames 8-14, glabros, filete 0,9-2 mm compr.; disco 0,1-0,2 mm compr., 0,6-1 mm diâm., antera 0,6 mm compr.; ovário verde, globoso, 0,7-1,3 mm compr., 1-1,9 mm diâm., glabro.
Baga globosa, 3-7 mm diâm., vinácea; sementes (4-)6-7.
Phytolacca thyrsiflora ocorre desde o México até Brasil, Bolívia e Paraguai. No Brasil, ocorre em todas as regiões (Marchioretto & Siqueira 1993). Espécie ruderal, habita clareiras e locais perturbados, desde solo úmido até em declives com solos pedregosos (Udulutsch et al. 2007). É invasora de culturas e suas sementes são tóxicas para animais ruminantes (Lorenzi 1991). Na Serra do Cipó, foi coletada em beira de estrada e em afloramentos rochosos e encontrada em floração em fevereiro e abril e com frutos apenas em fevereiro.
Fonte: AKEMI-BORGES, I. & PIRANI, J. R. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: Phytolaccaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo, São Paulo, v.36, p.97-101, 2018.