Oxalidaceae – Oxalis umbraticola

Ervas eretas, 30-50 cm; ramos jovens densamente adpresso-pubescentes.

Folhas agrupadas em 1 ou 2 verticilos apicais, 3-folioladas pinadas; pecíolo 2-11cm, canaliculado, glabrescente a arqueado-pubescente ou hirtelo; raque 0,5-1,5cm; peciólulos densamente setosos; folíolos membranáceos, glabrescentes, tricomas esparsos ao longo das nervuras principal e secundárias, margem ciliada na porção proximal; lâmina terminal 2,8-6,5×2-3cm, rombo-elíptica a rombo-ovada, ápice agudo a retuso, base estreitamente cuneada a cuneada; lâminas laterais 1,7-4,5×1,2-2cm, elípticas a oblongas, simétricas a levemente assimétricas, ápice agudo a arredondado, base aguda a obtusa.

Cimeiras dicasiais 9-11-floras, menores que a folhagem; pedúnculo 0,7-8cm, arqueado-pubescente; brácteas florais até 0,5mm, esparsamente pubescentes; pedicelos hirtelos a arqueado-pubescentes, articulados próximo à base. Sépalas ovado-acuminadas, pubescentes; corola amarela, ca. 11mm; filetes maiores apendiculados e pilosos, menores glabros; estiletes pubescentes.

Cápsulas elipsóides a ovóides, ca. 4,5×3,5mm, glabras, menores que os lacínios do cálice; carpelos glabros internamente, lóculos unisseminados.

Endêmica do Brasil, onde pode ser encontrada nos seguintes estados: Maranhão, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. D8, F5: matas úmidas. Coletada com flores em fevereiro e março e com frutos de março a maio.

Fonte: FIASCHI, P. & CONCEIÇÃO, A. A. Oxalidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.301-316, 2005.

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