Ervas procumbentes, enraizadas em apenas um ponto; ramos jovens esparsamente hirsutos, tricomas simples mesclados com tricomas glandulares pluricelulares.
Folhas alternas espiraladas, 3-folioladas digitadas, distribuídas ao longo do caule; internós até 4,5cm; pecíolos 3,5-6,5cm, hirsutos a arqueado-pubescentes; estípulas conatas ao pecíolo, ápice truncado, margem esparsamente ciliada; peciólulos pubescentes; folíolos com face adaxial esparsamente pubescente a glabrescente e abaxial com
tricomas esparsos sobre a nervura principal, margem ciliada; lâmina 9-17×7-20mm, largamente obovada, simétrica a levemente assimétrica, ápice fendido, sinus 1/4-1/2 da distância ao ponto mediano da lâmina, lobos arredondados, não divergentes, base cuneada a obtusa.
Cimeiras dicasiais 2-5-floras, maiores que a folhagem; pedúnculos 5,5-8cm, como os pecíolos; brácteas florais até 1,5mm; pedicelos 5-13cm, arqueado-pubescentes. Sépalas ca. 3×0,5mm, ciliadas; corola amarela; filetes maiores pilosos, menores glabros, estiletes pilosos.
Cápsulas (Lourteig 2000) esferóides a oblongas, 3-6×4-5mm, ápice longo-apiculado, apículo 2,5-4mm, pubescentes na linha de deiscência; carpelos glabros internamente, lóculos 1-2-seminados.
Ocorre em áreas quentes e temperadas da América do Sul, no norte da Argentina, sul do Paraguai, sul do Brasil (com uma pequena extensão no Estado de São Paulo) e Uruguai. F4: orla de formações florestais. Lourteig (1983) citou a espécie como uma das ruderais mais comuns nos estados do Sul do Brasil. Coletada com flores e frutos em
outubro.
Fonte: FIASCHI, P. & CONCEIÇÃO, A. A. Oxalidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.301-316, 2005.