Ervas ou subarbustos eretos, até 1m; ramos glabros a hirtelos ou arqueado-pubescentes, mais densamente na porção distal.
Folhas espiraladas, 3-folioladas pinadas; subopostas ou com internós até 6cm; pecíolo 1,5-5,2cm, canaliculado, piloso; raque 0,3-1cm; peciólulos pilosos; folíolos glabros a esparsamente pubescentes na face adaxial e densamente pubescentes na abaxial; lâmina terminal 2-5,6×0,9-2,5cm, estreitamente ovada a lanceolada ou rombo-ovada, ápice agudo a atenuado, base aguda; lâminas laterais 1-4,7×0,5-1,9cm, oblongas a ovadas, simétricas a levemente assimétricas, ápice agudo a obtuso, base aguda a arredondada.
Cimeiras dicasiais 13-34-floras, maiores que a folhagem; pedúnculos até ca. 9cm, arqueado-pubescentes; brácteas florais ca. 0,7mm, adpresso-pubescentes. Sépalas ca. 3,6×1,3mm, estreitamente oblongas, esparsamente adpresso-pubescentes, ápice obtuso; corola ca. 6,5mm, rosa; filetes maiores apendiculados e pilosos, menores glabros; estiletes pilosos.
Cápsulas elipsóides a globosas, 5-8,5×4-5,5mm, glabras; carpelos glabros, lóculos 3-seminados.
Espécie encontrada em campos e locais úmidos até 950m de altitude no leste do Brasil, desde o Ceará até o Rio Grande do Sul e na Argentina (Missiones). C6, C7, D6, D7, E6, E7, E8, F4, F5, F6: interior e beira de matas. Coletada com flores ao longo do ano todo e frutos de julho a março.
Fonte: FIASCHI, P. & CONCEIÇÃO, A. A. Oxalidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.301-316, 2005.