Oxalidaceae – Oxalis conorrhiza

Ervas eretas, até 20cm; raízes tuberculosas; ramos jovens esparsamente hirsutos.

Folhas alternas espiraladas, 3-folioladas digitadas, densamente agrupadas no ápice da planta ou em pseudoverticilos; internós reduzidos ou até 3cm na base; pecíolos até 5(10)cm, esparsamente hirsuto-pubescentes; estípulas conatas ao pecíolo, margem ciliada; peciólulos vilosos; folíolos glabrescentes na face adaxial e esparsamente pilosos na abaxial, margem hirsuto-ciliada; lâmina 1,5-8×3,5-13mm, largamente obovada, simétrica a fortemente assimétrica, ápice bilobado, sinus profundo (maior que 1/2 da distância ao ponto mediano da lâmina), lobos arredondados a oblongos, base cuneada a obtusa.

Cimeiras unifloras, maiores que a folhagem; pedúnculo até 9cm, como os pecíolos; brácteas florais até 4mm, pubescentes; pedicelos até 3,5cm, tomentosos. Sépalas 6×1,5mm, tomentosas principalmente no ápice; corola ca. 15mm, amarela; filetes maiores pubescentes, menores glabros; estiletes pubescentes na metade basal.

Cápsulas elipsóides, ca. 4,5×3,5mm, glabrescentes; carpelos pilosos internamente, lóculos 3-10-seminados (Lourteig 1983).

Distribuição restrita à porção sul do Brasil, ocorrendo nos Estados de São Paulo até Rio Grande do Sul. E5, F4, F5: campos ou roças abandonados. Coletada com flores em novembro.

Fonte: FIASCHI, P. & CONCEIÇÃO, A. A. Oxalidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.301-316, 2005.

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