Ervas eretas; ramos jovens esparsamente arqueado-pubescentes a hirtelos.
Folhas espiraladas, 3-folioladas pinadas; internós até 4cm; pecíolos 2,2-3,4cm, canaliculados; raque 3-6mm; peciólulos pilosos; folíolos esparsamente pilosos, principalmente ao longo das nervuras principal e secundárias na face abaxial, margem ciliada; lâmina terminal 3,2-3,8×1,8-2,3cm, elíptica a ovada, ápice agudo a arredondado, base obtusa; lâminas laterais 2,3-3,6×1,2-2cm, ovadas a elípticas, assimétricas, ápice agudo a arredondado, base arredondada a obtusa.
Cimeiras dicasiais 25-30-floras, maiores que a folhagem; pedúnculos 3-5,5cm, pubescentes, canaliculados; brácteas florais até 0,5mm; pedicelos até 2,5mm, glabros, articulados próximo à base. Sépalas ca. 3×1,5mm, esparsamente tomentosas na face abaxial, elípticas a estreitamente ovadas; corola ca. 8mm, rosa, filetes maiores apendiculados e pilosos, menores glabros; estiletes pubescentes.
Cápsulas oblongas a ovóides, ca. 6×4,5mm, glabras ou com tricomas glandulares; carpelos setosos internamente, lóculos 2-seminados.
América Central, Antilhas e América do Sul tropical, em lugares relativamente úmidos; introduzida na África tropical e ilhas do Pacífico (Lourteig 1994). D7, D9: Coletada com flores e frutos em maio.
Oxalis barrelieri assemelha-se muito a O. cytisoides Zucc., no entanto Lourteig (1994) reconhece as duas espécies com base em pequenas diferenças no formato dos folíolos e indumento, conceito adotado neste trabalho, embora sua distinção, em alguns casos, nos tenha parecido um pouco confusa.
Fonte: FIASCHI, P. & CONCEIÇÃO, A. A. Oxalidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.301-316, 2005.