Oxalidaceae – Oxalis arachnoidea

Ervas procumbentes, enraizadas em apenas um ponto, ramificadas desde a base; ramos jovens esparsamente dourado-pubescentes.

Folhas espiraladas, 3-folioladas digitadas, isoladas ou agrupadas em fascículos; internós até 0,5cm; pecíolos até 1cm, semelhante aos ramos jovens, articulados e espessados próximo à base, base do pecíolo caduca nos ramos velhos; peciólulos pubescentes; folíolos glabros; lâmina terminal 1,3-5×1,5-5mm, simétrica, obovada, ápice emarginado, sinus raso, base cuneada; lâminas laterais 1,2-4,5×1,2-3,8mm, assimétricas.

Cimeiras unifloras, maiores que a folhagem; pedúnculos 4-7mm, semelhantes aos pecíolos; brácteas florais lineares, até 2,5mm; pedicelos 5-6mm. Sépalas ca. 2,5×0,7mm, estreitamente ovadas a elípticas, ápice agudo, margem ciliada; corola ca. 12mm, amarela; filetes maiores esparsamente pilosos na porção proximal, menores glabros; estiletes pilosos, ca. 0,5mm.

Cápsulas globosas, ca. 2×2mm, menores que as sépalas, glabras; carpelos glabros internamente, lóculos uniseminados.

Espécie de ocorrência restrita à Serra da Bocaina, no Estado de São Paulo. D9: campos de altitude (até 2.500m), em vegetação arbustiva sobre rochas. Coletada com flores e frutos em maio.

Oxalis arachnoidea assemelha-se bastante a O. confertissima A. St.-Hil., distinguindo-se desta pelos folíolos com a lâmina glabra e com o ápice mais profundamente dividido. A ocorrência de plantas com folhas morfologicamente intermediárias entre as dessas duas espécies torna sua distinção bastante complicada em alguns casos (ver comentário após O. confertissima).

Fonte: FIASCHI, P. & CONCEIÇÃO, A. A. Oxalidaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.4, p.301-316, 2005.

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