Myrtaceae – Psidium guineense

Subarbusto a arbustos de 0,2-1,5 m; ramos cilíndricos com ritidoma liso; râmulos levemente achatados, pubescentes ou glabros e glandulosos.

Folhas com pecíolos 4-10 mm; lâminas 4-9,6 x 2-5,9 cm, elípticas a obovadas ou raramente oblanceoladas; discolores, cartáceas, glandulosas, totalmente glabras a pubescentes (na face abaxial); base cuneada; ápice de agudo a obtuso, freqüentemente retuso ou apiculado.

Flores solitárias ou em dicásios 3-6-floros, axilares ou em nós desfolhados; pedúnculos 1,7-3,1 cm, cilíndricos, pubérulos; botões 9-12 mm, alongados, constritos logo acima do ovário; cálice fechado ou com pequena abertura no ápice do botão; sépalas 4-5, irregulares, agudas, internamente pubescentes; pétalas 7-10 mm, internamente glabras.

Fruto 2,3 cm larg.; globoso, glabro.

Distribuição e fenologia: Ocorre desde o México (Legrand & Klein, 1977), Venezuela, Guianas (McVaugh, 1969) até o Brasil, Argentina e Paraguai (Rotman, 1976). No Brasil, é amplamente distribuída, crescendo nos mais variados ambientes, sendo muito comum nos cerrados. Na E. E. do Panga foi encontrada em campo sujo e cerrado alterado. Flores de agosto a março e frutos de setembro a março.

Comentários: Psidium guineense é uma espécie de difícil caracterização, por sua grande variação morfológica nos mais variados aspectos vegetativos e reprodutivos. Pode ser facilmente confundida com P. guajava (Landrum e al., 1995).

Fonte: ARANTES, A. A. & MONTEIRO, R. A família Myrtaceae na Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Rev. Lundiana, v.3, n.2, p.111-127, 2002.

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