Myrtaceae – Psidium grandifolium

Subarbustos de 0,15-0,6 m; râmulos, folhas (face abaxial), botões e frutos pubescentes, cobertos por tricomas vilosos a lanosos, esbranquiçados; râmulos freqüentemente alados e quadrangulares.

Folhas sésseis a subsésseis, pecíolos até 2 mm, pubescentes; lâminas (3,7)4,2-10,5(12,5) x (1,5)2,3-4,8 cm, obovadas ou oblongas; cartáceas, discolores, densamente pubescentes na face abaxial, glandulosas; base obtusa a cuneada; ápice agudo a obtuso ou truncado ou com pequeno apículo.

Flores solitárias ou em dicásios 3-floros, axilares; pendúnculos 1,8-3,6 cm, vilosos; botões 9-12,5 mm, turbinados e constritos, vilosos; cálice parcialmente fechado até a sua porção apical; sépalas 4-5, irregulares, pubescentes; pétalas 6,5-11,5 mm, obovadas, externamente pilosas e glandulosas.

Fruto 1,2-2 cm larg.; piriforme, pubescente.

Distribuição e fenologia: Ocorre em Minas Gerais e São Paulo (Proença, 1991); na E.E. do Panga foi coletada principalmente em ambientes abertos como campo sujo e cerrado alterado. Flores de agosto a janeiro e frutos de novembro a fevereiro.

Comentários: Psidium cinereum destaca-se como pequenos subarbustos cobertos por tricomas acinzentados presentes principalmente nos râmulos, folhas, flores e frutos. A face abaxial de suas folhas quando jovens apresenta-se coberta por uma pubescência prateada que, na fase adulta, torna-se escurecida; as flores são grandes, vistosas e muito perfumadas.

Sinonímia botânica: Psidium cinereum

Fonte: ARANTES, A. A. & MONTEIRO, R. A família Myrtaceae na Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Rev. Lundiana, v.3, n.2, p.111-127, 2002.

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