Arvoretas de 2-5 m; ritidoma suberoso, acinzentado; râmulos cilíndricos, cobertos por tricomas seríceos adpressos e esbranquiçados.
Folhas com pecíolos de 2-4 mm, pilosos; lâminas 2-7 x 0,8-2,5 cm, elípticas a oval-oblongas, discolores, cartáceas, seríceo-pubescentes quando jovens, depois glabrescentes na face adaxial; base obtusa ou cuneada; ápice rostrado a agudo.
Panículas 1,4-7,2(10,6) cm, axilares e subterminais, pubérulas, geralmente menores que as folhas; botões 2,5-4 mm, globosos, seríceos; sépalas ca. 1,5 mm, agudas, seríceos externamente; hipanto não prolongado acima do ovário; pétalas 2,5 mm, ciliadas, seríceas externamente.
Fruto ca. 8 mm larg.; cilíndrico ou oblongado, pubescente.
Distribuição e fenologia: Amplamente distribuída na América do Sul ocorrendo da Bahia (Nic Lughadha, 1996), Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina até o Rio Grande do Sul (Marchiori & Sobral, 1997). Na área de estudo ocorre em quase todos os ambientes, desde o interior das matas mesófilas ao cerradão e cerrado s.s.. Flores de setembro a fevereiro e frutos de outubro a março.
Comentários: A espécie pode ser facilmente reconhecida por suas folhas com ápice rostrado, pendentes e nervuras secundárias fortemente salientes na face abaxial, dando um aspecto quase plissado.
Sinonímia botânica: Myrcia rostrata
Fonte: ARANTES, A. A. & MONTEIRO, R. A família Myrtaceae na Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Rev. Lundiana, v.3, n.2, p.111-127, 2002.