Myrtaceae – Myrcia brasiliensis

Árvores até 15 m alt. Ramos novos, pecíolos e flores, principalmente o hipanto, cobertos por tricomas simples; folhas e pedúnculos com tricomas do mesmo tipo, mas esparsos.

Folhas com pecíolo 4,1-6,5 mm compr.; lâmina 6-7,5 × 2,5-4,8 cm, cartácea, discolor, elíptica ou elíptico-obovada, ápice agudo, raro obtuso, base atenuada, margem inteira e revoluta, nervura central saliente na face abaxial e sulcada na face adaxial, nervuras secundárias 12-16 de cada lado, duas nervuras marginais, a 1,8-3 e 0,8-1,2 mm da borda. Panículas 69-95 mm compr., axilares; bractéolas 1-1,2 × 0,7-0,9 mm.

Flores sésseis ou pedicelos 1,5-6,5 mm compr.; hipanto elevado acima do ovário, sem constrição; cálice com lobos individuais, 1-2,5 mm compr.; ovário 2-locular, liso.

Frutos globosos, 5,2-5,9 mm diâm., lisos.

Distribuição: da Bahia ao Rio Grande do Sul, no domínio Mata Atlântica (Sobral et al. 2015). Na Ilha do Mel, ocorre em floresta. Coletada com flores de novembro a dezembro e com frutos em abril.

Nesta espécie as panículas apresentam subunidades de dicásios, o hipanto é mais densamente coberto de tricomas que o resto da flor e a segunda nervura marginal é pouco visível em ambas as faces da folha. Myrcia brasiliensis é muito similar a M. ilheosensis, mas difere por ter as folhas menos rígidas, frequentemente elípticas, e pedúnculos com tricomas mais esparsos. Sobral (2003) cita que as duas espécies são escassamente distintas e poderão vir a ser sinonimizadas.

Fonte: LIMA, D. F.; CADDAH, M. K. & GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea, v. 42, n. 3, p. 497–519, 2015.

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