Árvores até 6 m alt.
Inflorescências e exterior das flores densamente cobertas por tricomas dibraquiados; ramos, pecíolos e eventualmente face abaxial das folhas com tricomas do mesmo tipo, mas esparsos.
Folhas com pecíolo 9,5-16 mm compr.; lâmina 17-24(-30) × 6-10,5(-17,5) cm, cartácea, discolor, elíptica ou elíptico-lanceolada, raro oblonga, ápice acuminado, raro obtuso, base obtusa, margem inteira, nervura central saliente na face abaxial e plana ou sulcada na face adaxial, nervuras secundárias 16-21 de cada lado, duas nervuras marginais, a 4,5-8,5 e 1,5-3,2 mm da borda. Panículas 64-132 mm compr., terminais; bractéolas 1-1,2 × 0,7-0,8 mm. Flores sésseis ou pedicelos ca. 2 mm compr.; hipanto elevado acima do ovário, sem constrição; cálice completamente fechado no botão abrindo-se em lobos irregulares; ovário 2-locular, liso.
Frutos globosos, 12-15 mm diâm., lisos.
Distribuição: da Bahia à Santa Catarina, no domínio Mata Atlântica (Sobral et al. 2015). Na Ilha do Mel, ocorre em floresta. Coletada com flores de março a maio e com frutos de maio a outubro.
Pode ser reconhecida pelas folhas grandes, ramos e pecíolos robustos e inflorescências densamente pubescentes. Em alguns espécimes, os ramos novos são sulcados longitudinalmente. As inflorescências podem carecer de ramos secundários, com as flores saindo diretamente do ramo principal. Muitas vezes o hipanto rompe-se junto com o cálice.
Sinonímia botânica: Marlierea tomentosa
Fonte: LIMA, D. F.; CADDAH, M. K. & GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea, v. 42, n. 3, p. 497–519, 2015.