Myrtaceae – Eugenia ramboi

Arvoreta, ca. de 7 m alt. Ramos glabros, pouco esfoliantes, castanhos a cinérios, os mais jovens comprimidos lateralmente, pubérulos.

Folhas com lâminas 30-60×15-20 mm, razão foliar 1,5-3,0, elípticas, às vezes oblongas, membranáceas, discolores, abaxialmente verde-claras, opacas, adaxialmente verde-escuras, brilhantes, pontuações translúcidas pouco evidentes, glabras, limbinérveas, base freqüentemente cuneada, ápice longamente acuminado, às vezes curtamente acuminado, margem estreito-cartilagínea, ondulada, revoluta; nervura central adaxialmente plana, com tricomas curtos, abaxialmente pouco proeminente; nervuras secundárias 8-12 pares, evidentes, ângulo de divergência 55 o -65 o ; nervuras intersecundárias visíveis; nervura marginal até 2,0 mm da borda; pecíolos 4-5 mm compr., canaliculados, lenticelados, glabros.

Flores e frutos não observados.

Soares-Silva (2000) registrou, na bacia do rio Tibagi (Estado do Paraná), flores nos meses de abril e de outubro a dezembro, e frutos em março.

Eugenia ramboi caracteriza-se por apresentar folhas elípticas, às vezes oblongas, de ápice longamente acuminado que, quando amassadas, apresentam cheiro de canela (Lauraceae), conforme já assinalado por Soares-Silva (2000).

Apresenta distribuição restrita na área de estudo, tendo sido registrada apenas para a vegetação do ribeirão São Pedro e para um remanescente florestal do rio Ivinhema. Segundo Legrand & Klein (1969), ocorre da Região Sul do Brasil até o norte do Paraguai, é indiferente às condições físicas dos solos e desenvolve-se tanto em terrenos úmidos quanto secos.

Fonte: ROMAGNOLO, M. B. & SOUZA, M. C. de. O gênero Eugenia L. (Myrtaceae) na planície de alagável do Alto Rio Paraná, Estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, Brasil. Acta Botânica Brasilica, v. 20, n. 3, p. 529–548, 2006.

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