Árvores até 5 m alt. Plantas glabras.
Folhas com pecíolo 4-7,5 mm compr.; lâmina 12,3-18 × 5,5-6,5 cm, cartácea, concolor, lanceolada, raro oblonga, ápice agudo ou acuminado, base aguda ou atenuada, margem inteira, nervura central saliente na face abaxial e sulcada na face adaxial, nervuras secundárias 18-25 de cada lado, uma nervura marginal, a 2,6-4,5 mm da borda. Glomérulos em ramos áfilos, flores sésseis ou pedicelos até 3,5 mm compr.; bractéolas 1-1,5 × 1-1,2 mm.
Flores com hipanto não elevado acima do ovário, sem constrição; cálice com lobos individuais 0,8-1,7 mm compr.; ovário 2-locular, liso.
Frutos não vistos.
Distribuição: do Espírito Santo à Santa Catarina, no domínio Mata Atlântica (Sobral et al. 2015). Na Ilha do Mel ocorre em floresta. Coletada com flores em janeiro e maio.
Pode ser reconhecida pelas inflorescências glomerulares, também presentes em Neomitranthes glomerata. Nesta, no entanto, o cálice fica completamente fechado no botão floral e as folhas são menores. A nervura central na face abaxial das folhas é muito saliente, semelhante a uma quilha. O Paraná é limite sul de ocorrência brasileira para esta espécie.
Fonte: LIMA, D. F.; CADDAH, M. K. & GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea, v. 42, n. 3, p. 497–519, 2015.