Myrtaceae – Eugenia livida

Subarbustos de 0,4-1 m; ramos cilindricos; râmulos angulosos, pubescentes a glabros.

Folhas sésseis ou com pecíolos curtos até 3 mm; lâminas 3,9-12 x 2,1-8,1 cm, largamente elípticas a obovadas; cartáceas, pubescente-velutinas, amarela-do-opacas, principalmente na face abaxial, discolores; bordas cartilaginosas bem destacadas; base obtusa a cordada; ápice obtuso ou arredondado.

Fascículos axilares, 7-16 floros, pedicelos 1,5-3,2 cm, glabros; bractéolas 1-1,5 mm, ovadas, ciliadas; botões 3-5,9 mm, globosos, glabros; sépalas 1-1,5 mm, obtusas, glabras; pétalas ca. 3 mm, oblongas, glabras.

Fruto 0,7-1,2 cm larg.; globoso, glabro.

Distribuição e fenologia: Ocorre nas formações de cerrado dos Estados de São Paulo e Minas Gerais (informações de materiais observados em herbários). Na E. E. do Panga foram coletados poucos indivíduos, sempre em áreas de transição de campo sujo com campo úmido. Foram observadas flores em junho e frutos de setembro a novembro.

Comentários: A espécie pode ser facilmente confundida com E. bimarginata DC., principalmente na morfologia foliar e floral. Basicamente, E. livida se diferencia por suas folhas com dimensões mais amplas e piloso-velutinas, pelo menos na face abaxial, bem como por seus fascículos com pedicelos maiores e mais numerosos.

Fonte: ARANTES, A. A. & MONTEIRO, R. A família Myrtaceae na Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Rev. Lundiana, v.3, n.2, p.111-127, 2002.

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