Myrtaceae – Eugenia expansa

Árvores ou arvoretas até 6 m alt. Ramos jovens, pecíolos, pedicelos, face abaxial das folhas e eventualmente face adaxial densamente cobertos por tricomas simples.

Folhas com pecíolo 2,3-6,5 mm compr.; lâmina 5-9 × 2-3,5 cm, cartácea, marcadamente discolor, elíptica, ápice acuminado ou longo-acuminado, base aguda, margem repanda ou inteira, nervura central saliente na face abaxial e sulcada na face adaxial, nervuras secundárias 10-15 de cada lado, uma nervura marginal, a 0,6-1,5 mm da borda. Pedúnculos unifloros, solitários ou agrupados, 2,5-5 mm compr., axilares; bractéolas 9,5-17 × 4,5-9 mm.

Flores com hipanto não elevado acima do ovário, sem constrição; cálice com lobos individuais, 8,5-12 mm compr.; ovário 2-locular, liso.

Frutos elipsóides, 10,5-11 mm diâm., lisos.

Distribuição: do Espírito Santo ao Paraná, no domínio Mata Atlântica (Sobral et al. 2015). Na Ilha do Mel, ocorre em floresta. Coletada com flores de outubro a dezembro e com frutos em dezembro.

Nesta espécie, as bractéolas são tão longas que encobrem todo o botão e confundem-se com os lobos do cálice, os quais também são muito longos e persistentes nos frutos, às vezes com dois maiores e dois menores. Os ramos e folhas apresentam coloração acobreada. O Paraná é limite sul de ocorrência brasileira para esta espécie.

Sinonímia botânica: Eugenia cuprea

Fonte: LIMA, D. F.; CADDAH, M. K. & GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea, v. 42, n. 3, p. 497–519, 2015.

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