Arbustos 0,5–2 m alt.; ramos, pecíolos, pedúnculos e todas as nervuras cobertos por tricomas ca. 0,3 mm compr.
Folhas com pecíolo 1,5–6,5 mm compr.; lâminas 3–7 × 1–3 cm, elíptica, oboval ou oblonga, discolor, não lustrosa, bulada, coriácea, ápice agudo a arredondado, base aguda, margem inteira, raro repanda, nervuras laterais 5–10 de cada lado, todas as nervuras salientes na face abaxial e impressas ou sulcadas na face adaxial, sem domácias formadas por tufos de tricomas na face abaxial, glândulas na face abaxial. Pedúnculos 0,1–1,5 cm compr., unifloros ou trifloros; bractéolas 1,5–3 × 0,9–1 mm, lineares ou lanceoladas, presentes após antese.
Flores com hipanto coberto por tricomas; cálice aberto no botão, com lobos 2,5–4,5 × 2–3,5 mm, 0,6–1,7 vezes mais compridos que largos, cobertos por tricomas em ambas as faces, glândulas presentes externamente ou ausentes; pétalas 4,5–8 × 6,5–8 mm, glabras, glândulas presentes externamente; estames 200–350, glândula apical presente ou ausente; ovário 7–10-locular; estilete 5,5–11,5 mm compr.
Fruto 3,5–4,5 × 5–8,5 mm, globoso ou subgloboso, lisos, coberto por tricomas.
Ocorre no Paraguai e Brasil, do Paraná ao Mato Grosso, Goiás e Bahia (Landrum 1986; Sobral et al. 2010). No Paraná ocorre em áreas de estepe e savana. Coletada com flores em maio e de outubro a dezembro, e frutos em mao e dezembro.
Fonte: LIMA, D. F.; GOLDENBERG, R. & SOBRAL, M. O gênero Campomanesia (Myrtaceae) no estado do Paraná, Brasil. Rev. Rodriguésia, v.62, n.3, p.683-693, 2011.