Myrtaceae – Myrcia neorubella

Árvores até 18 m alt. Plantas glabras ou com tricomas dibraquiados esparsos nos ramos jovens, pecíolos, pedúnculos e face abaxial das folhas; botão floral coberto por tricomas do mesmo tipo.

Folhas com pecíolo 2-4,2 mm compr.; lâminas 3,4-5 × 1,8-3 cm, coriácea, discolor, obovada ou elíptico-obovada, ápice obtuso, raro agudo ou acuminado, base aguda, margem inteira, nervura central saliente na face abaxial e sulcada na face adaxial, nervuras secundárias 10-12 de cada lado, uma nervura marginal, a 0,9-1,4 mm da borda. Panículas 27-54 mm compr., terminais; bractéolas 1,6-2,5 × 1,3-1,6 mm.

Flores sésseis; hipanto elevado acima do ovário, sem constrição; cálice completamente fechado no botão abrindo-se em caliptra; ovário 2-locular, liso.

Frutos não vistos.

Distribuição: de São Paulo ao Rio Grande do Sul, no domínio Mata Atlântica (Sobral et al. 2015). Na Ilha do Mel, ocorre em floresta e restinga. Coletada com flores em dezembro e janeiro.

Pode ser reconhecida pelas panículas terminais com apenas um ramo secundário muito curto, com 3-9 flores agrupadas no ápice de cada ramo. Ocasionalmente, esta ramificação pode estar ausente. As folhas apresentam espessamento amarelado nas margens.

Sinonímia botânica: Calyptranthes rubella

Fonte: LIMA, D. F.; CADDAH, M. K. & GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea, v. 42, n. 3, p. 497–519, 2015.

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