Arbusto cespitoso ca. 0,5 m alt. Râmulos quadragulares, glabros, glutinosos.
Folhas sésseis; lâmina 3-5 mm compr., ca. 1 mm larg., oblonga a estreito-elíptica, base atenuada, margem inteira, ápice arredondado a obtuso, punctada, recoberta por glândulas sésseis impressas em pontuações em ambas as faces, uninérvea.
Flores 5-meras, esparsamente dispostas na região apical dos ramos. Pedicelos ca. 2 mm compr. Hipanto ca. 2,5 mm compr., campanulado, punctado, recoberto por glândulas sésseis. Lacínias do cálice ca. 2,3 mm compr., oblongo-triangulares, margem inteira, ápice obtuso, superfície semelhante à do hipanto. Pétalas ca. 7,5 mm compr., 4,2 mm larg., rosa intenso, obovais, margem inteira, ápice acuminado. Androceu e gineceu não observados.
Cápsula ca. 3 mm compr., subglobosa, hipanto constrito no ápice, 3-valvar.
Sementes ca. 0,5 mm compr.
Microlicia martiana é endêmica de campos rupestres de Minas Gerais, e ocorre de São Gonçalo do Rio Preto até a Serra da Canastra (Romero, 2013b). É mais similar a Microlicia sp1, da qual difere pela ramificação corimbosa, com entrenós salientes, e folhas glutinosas. É uma espécie incomum na serra, com registro apenas no setor central e noroeste, em campos rupestres em altitudes entre 680-1127 m. Coletada com flores em fevereiro.
Fonte: PACIFICO, R. B. A tribo Microlicieae (Melastomataceae) na Serra do Cipó, MG, Brasil. 158f. Dissertação (Mestrado em Biologia das Interações Orgânicas). Universidade Estadual de Maringá. Maringá-PR, 2007.