Subarbustos ca. 0,4 m alt. Ramos cilíndricos, glabrescentes a tomentosos, tricomas estrelados.
Folhas espiraladas; pecíolos 0,2-0,8 cm compr.; estípulas 0,2-0,3 cm compr., iguais entre si, lineares a estreito-triangulares, nervuras inconspícuas; lâminas 0,5-3,1 × 0,3-2,4 cm, 5-nervadas, inteiras ou trilobadas, membranáceas a cartáceas, ovadas, rômbicas ou orbiculares, discolores, ápice agudo ou obtuso, base arredondada, margem irregularmente crenado-serreada, face adaxial velutina, tricomas estrelados, face abaxial tomentosa, tricomas estrelados 4 a 6 glândulas nas serras na base da lâminas foliares.
Inflorescência cimosa, cimas 3-5-flora, axilar; pedicelos ca. 0,1 cm; epicálice ausente; cálice cuculado, não costado, sépalas 0,4-0,5 × 0,1 cm, oblongas, cuculadas na porção apical, externamente pubescentes, tricomas estrelados; pétalas ca. 0,4 × 0,15 cm, espatuladas, às vezes lobadas no ápice, amarelas; estames 14-15, filetes livres, 0,3-0,4 cm compr., glabros; epicálice ausente; androginóforo ca. 0,05 cm compr., com 5 glândulas esféricas; urcéolo membránaceo sobre o androginóforo, ovário 3 locular, dois óvulos por lóculo, estiletes não geniculados, glabros, estigmas 2-fidos, agudos.
Núcula 0,3-0,4 cm diâm., aculeada, epicarpo tomentoso, tricomas estrelados; sementes 2, glabras.
No Brasil ocorre no Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro (Lay 1950), no Cerrado e Floresta Atlântica, Amazônia e Caatinga (Bovini et al. 2016).
Triumfetta rhomboidea caracteriza-se pelos botões florais jovens com sépalas profundamente cuculadas e pelos frutos pequenos 0,3-0,4 cm densamente tomentosos (Lay 1950).
Sinonímia botânica: Triumfetta rhomboidea
Fonte: FERNANDES-JÚNIOR, A. J. & KONNO, T. U. P. Malvaceae do Parque Estadual do Ibitipoca, Estado de Minas Gerais, Brasil. Rev. Hoehnea, v.44, n.4, p.505-523, 5 fig., 2017.