Lythraceae – Cuphea arenarioides

Ervas anuais, procumbentes, 5-15cm; ramos delicados, pubescentes, com tricomas tectores translúcidos misturados com inconspícuas glândulas douradas.

Folhas (3-)4-7 verticiladas, sésseis; lâminas 4-9×0,5-1mm, subcoriáceas, lineares, uninérveas, com inconspícuas glândulas douradas e às vezes tricomas tectores simples esparsos, ápice obtuso.

Racemos frondosos. Flores alternas, esparsas; pedicelo 10-17mm, bibracteolado; tubo floral 4,5-6mm, tornando-se arredondado no fruto e com fauce estreita, esverdeado, levemente arroxeado na região dorsal a apical, nervuras densamente pubescentes, entre as nervuras com glândulas douradas; calcar curto, horizontal; pétalas 6, róseas a rosa-magenta, caducas no fruto; anteras não alcançando a margem do tubo; vesículas infra-estaminais ausentes; estilete glabro; óvulos 50-60; glândula nectarífera cupuliforme.

Sementes com margem arredondada.

C. arenarioides foi registrada até o presente para os estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. E7: campos alagados.

C. arenarioides distingue-se por ser uma pequena erva aquática com folhas verticiladas e lineares e com flores longo-pediceladas. Seu hábito assemelha-se a C. repens, outra espécie aquática mas que é totalmente coberta por tricomas malpiguiáceos, não possui glândulas na folha e possui 7-9 óvulos. C. arenarioides não foi mais coletada em São Paulo desde 1948.

Fonte: CAVALCANTI, T. B. & GRAHAM, S. Lythraceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, Instituto de Botânica, São Paulo, v. 2, p. 163-180, 2002.

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