Loganiaceae – Strychnos nigricans

Arbusto escandente, ca. 2 m alt.; ramos castanhoacinzentados a negrejantes, cilíndricos, pilosos a pubescentes quando jovens, glabrescentes; lenticelas pontiformes; espinhos e gavinhas presentes.

Folhas subsésseis ou pecíolo até 5 mm compr.; lâmina verdeoliva a negrejante quando seca, discolor, 2–6,5 × 1–3,5 cm, ovado-elíptica a elíptica, arredondada a cuneada na base, acuminada, aguda ou arredondada no ápice, inteira nas margens, membranácea a papirácea, glabra a hirsuta em ambas as faces, triplinérvea.

Tirsos terminais, laxos ou raramente congestos, 9–16 flores; pedúnculo 0,5–1,6 cm compr., piloso a densopubescente; brácteas 2–5 mm compr., ovadolanceoladas a lanceoladas, acuminadas no ápice, ciliadas nas margens. Flores com pedicelo 2–3 mm compr. Sépalas 1–1,8 × 0,6-0,8 mm, ovadolanceoladas, agudas no ápice, ciliadas nas margens. Corola branca a verde-clara, curto-infundibuliforme; tubo 1,2–1,5 mm compr., minutamente papiloso externamente, glabro internamente; lobos 1,8–2 × 0,8–1,2 mm, ovados, papilosos externamente, barbados para o ápice internamente. Estames semiexsertos; filetes 0,2–0,3 mm compr.; anteras 1–1,3 mm compr., basifixas, esparso-pilosas na base. Ovário 0,7–1 mm compr.; estilete 1–1,2 mm compr.; estigma capitado.

Bagas amarelas, 2–2,5 × 2–2,5 cm; pericarpo suculento, liso.

Semente 1(2), ca. 15 × 10 mm.

Ocorre na Bolívia, Brasil, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Venezuela. No Brasil, ocorre na Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina (Krukoff & Monachino 1942; Guimarães et al. 2017). E5, E6, H8 e K8: florestas ombrófilas denso-montanas e submontanas, matas ciliares ou de galeria, em ambientes úmidos, preservados ou antropizados, sombreados ou à meia sombra, em solos ricos em húmus. Encontrada com flores de janeiro a dezembro e com frutos em abril.

Strychnos nigricans é um arbusto escandente da seção Breviflorae, caracterizado pelas folhas papiráceas a cartáceas, inflorescências hemisféricas, com poucas flores, congestas, de odor forte, e frutos com pericarpo suculento e membranáceo. Assemelhase a S. mattogrossensis, da qual se diferencia pelas folhas com nervuras mais proeminentes (vs. planas e mais finas) e inflorescências geralmente com menos flores (9–17 vs. mais que 15), brácteas menores (até 4 mm vs. mais que 5 mm compr.) e sépalas maiores que 1 mm (vs. menores ou iguais a 0,8 mm compr.).

Fonte: BRANDÃO, E. K. de S. & RAPINI, A. Flora da Bahia: Loganiaceae. Rev. Sitientibus série Ciências Biológicas, v. 18, n. 10, p. 01-49, 2018.

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