Lentibulariaceae – Utricularia nervosa

Ervas terrestres, 15-47cm; estolões filiformes, ramificados.

Folhas numerosas, pecíolos 0,5-1mm, lâmina 1,5-2cm, linear, ápice arredondado, 1-nérvea; utrículos numerosos nas ramificações dos estolões, pedicelados, ovóides, abertura lateral, apêndices 2, dorsais, ramificados.

Racemos eretos, 2-9-floros, eixo floral cilíndrico, glabro no ápice, esparsamente pubescente na base; brácteas estéreis peltadas, estreitamente elípticas, ápice agudo; bráctea floral basifixa, amplexicaule, 2-3mm, largamente oval, ápice agudo; bractéolas ausentes; pedicelos 3-15mm, cilíndricos, glabros.

Lobos do cálice 2-3mm, superior oval, ápice arredondado, inferior largamente oval, ápice arredondado até agudo, nervuras conspícuas, simples ou curtamente ramificadas, não atingindo a margem; corola amarela, 7-17mm, lábio superior largamente oblongo a oval, ápice truncado ou arredondado, inferior transversalmente elíptico, base com giba 2-lobada, ápice 3-lobado, palato pubescente, calcar subulado, ápice agudo a acuminado ou curtamente 2-dentado; ovário globoso, lábio superior do estigma reduzido, inferior transversalmente elíptico, ápice ciliado.

Cápsula globosa, 2-3mm, deiscência longitudinal.

Distribuição na Colômbia, Venezuela, Paraguai, Argentina; no Brasil, nos Estados do Pará, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Paraná. D4, D6, D7, D9, E5, E7, F4: ocorre em áreas de mata atlântica e cerrado, em solo encharcado, em campos próximos a córregos, rios ou banhados. Coletada com flores e frutos de abril a janeiro.

Esta espécie não havia sido coletada em São Paulo nos últimos 36 anos, podendo ser considerada rara e em perigo de extinção.

Fonte: CORRÊA, M. A. & MAMEDE, M. C. H. Lentibulariaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.2, p.141-154, 2002.

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