Árvore ca. 4,0m alt. Caule e ramo quadrangular. Ramo jovem glabro.
Folíolos 3, limbo do folíolo central cartáceo, 3,0-5,0 cm x 2,0-2,8 cm, obovado a oblongo-elítptico, oval, ápice acuminado, margem inteira, base cuneada, discolor, face adaxial glabra, face abaxial curto hirsutulo nas nervuras primária e secundária, alva; peciólulo ca. 0,7-1,1 mm; pecíolo ca. 1,2-1,5 mm.
Sinflorescência indeterminada; inflorescências formando dicásios, prófilos inconspícuos, pedúnculo da cima ca. 30-43 mm. Cálice ca. 12,0-13,0 mm, bordo subtruncado a ondulado, Corola roxa, ca. 6,0 mm, externamente e internamente pubescente. Estames emergindo do terço distal da corola; filete piloso basalmente e hirsutulo, 10,0 mm filete maior e filete menor ca. 6,0 mm; anteras dorsifixas, ca. 10,0 mm, cilíndricos. Ovário glabro, estilete glabro, ca. 13,0 mm.
Fruto ca. 4,0-5,0 mm compr.
Semente não vista.
Espécie ocorrendo na Bahia, no Ceará, Maranhão, Minas Gerais e Piauí.
V. montevidensis foi sinonimizada a V. megapotamica, exceto sua varieradade parviflora, que foi elevada a espécie. Como já existia uma V. parviflora, Moldenke (1937) propôs o nome V. schaueriana.
Fonte: LIMA, C. T. de & FRANÇA, F. Flora da Bahia: Vitex Tour. ex L. Lamiaceae. Sitientibus – Série Ciências Biológicas, Feira de Santana, v. 9, n. 4, p. 225–244, dez. 2009.