Erva rupícola; caule aéreo 25-30 cm compr., herbáceo, anual, ereto, avermelhado, simples ou ramificado, velutino, tricomas alvos.
Folhas 3-verticiladas, levemente anisófilas; pecíolo 4-7 mm compr., pubescente; lâmina 4-7 × 2,5-4 cm, verde, elíptica a lanceolada, cartácea, ápice agudo, base lanceolada, margem crenada a serreada, face adaxial velutina, face abaxial geralmente vinácea, velutino-pubescente; 5-6 pares de nervuras secundárias.
Inflorescência com pedúnculo de 1,3-5,2 cm compr., cimeiras de 3-7 flores por axila. Flores pediceladas, pedicelo 1,2-2 cm compr., vináceo, velutino; cálice avermelhado, sépalas 5-7 × 1-2 mm, triangulares a lanceoladas, margem inteira, pubescente; corola, 2,8-3,5 cm compr., tubulosa, não bilabiada, rosa-claro com máculas rosa-escuro na parte internado tubo, pubescente a velutina, base intumescida com 2 protuberâncias dorsalmente, em seguida abruptamente constrita, depois progressivamente alargada, com lacínios subiguais, glabrescentes; estames inclusos, filetes creme, ca. 3,0 cm compr.; anteras unidas em retângulo, estilete ca. 2,8 cm compr., avermelhado; nectário formado de 2 glândulas dorsais, unidas.
Frutos ca. 2,5 cm compr., ovoides, secos do tipo cápsula.
Sinningia striata é endêmica da Floresta Atlântica, em Minas Gerais (BFG 2018), restrita às serras próximas a Poços de Caldas e na Serra da Pedra Branca, em Caldas, considerada ameaçada de extinção na categoria Vulnerável (Chautems et al. 2013).
Diferencia-se de S. douglasii por apresentar hábito terrícola ou rupícola e folhas 3-verticiladas (vs. hábito epífitico e folhas 6-verticiladas às vezes encimadas por um segundo verticilo de 3 folhas menores). Floresce em dezembro e janeiro (Perret et al. 2007). Na Serra da Pedra Branca foi observada em floração no mês de novembro a março.
Fonte: PEREIRA, L. C.; REZENDE, M. G.; CHAUTEMS, A. MENINI NETO, L. Gesneriaceae da Serra da Pedra Branca, Caldas, Estado de Minas Gerais, Brasil. Rev. Hoehnea, v.46, n.4, 2019.