Arbustos, 0,5-1,5m; caule cilíndrico a quadrangular, glabrescente na base, pubescente no ápice.
Folhas levemente anisofilas; pecíolo 3-12cm, verde, pubérulo; lâmina 10-23×4-9cm, elíptico-lanceolada a obovada, base estreitamente cuneada, margem inteira, ápice acuminado, glabrescente na face adaxial, pubérula na abaxial, sobretudo nas nervuras, proeminentes, 6-15 pares.
Inflorescência 2-6 flores, séssil a subséssil. Pedicelo 1,5-4cm, verde-pálido, pubescente; sépalas 8-10×5-7mm, ovadas, unidas na base até ca. 2mm; nervura dorsal prolongando-se em um mucro, 1,5-4mm; corola 1,8-2,2cm, alva, glabrescente, gibosa na base, lobos patentes, concolores; ovário glabro a piloso; estilete glabro a pubescente, estigma estomatomórfico.
Baga 1-2×0,8-1,5cm, verde a amarela, base do estilete persistente, 5-10mm, cálice acrescente tornando-se verde; sementes castanhas.
Espécie endêmica da Serra do Mar nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. D9, E8, E9. Coletada com flores de agosto a outubro e com frutos de novembro a janeiro.
Flaster (1966) estabeleceu B. daui com base no ovário piloso, enquanto Hoehne (1958) descreveu o ovário como glabro para B. longimucronata. Konno (1997) relacionou coleções com ovário glabro e piloso para a região da APA-Cairuçu, Parati (RJ). A diferença de indumento não foi considerada suficiente para o reconhecimento dessas duas espécies. Portanto, aqui, B. daui é considerada um sinônimo de B. longimucronata.
Apesar de apresentar flores de cores pálidas, beija-flores foram registrados como polinizadores de B. longimucronata (SanMartin-Gajardo & Freitas, 1999).
Fonte: CHAUTEMS, A. Gesneriaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.3, p.75-104, 2003.