Trepadeiras. Estípulas lanceoladas, 3-4 mm compr., persistentes; estipelas presentes.
Folhas 3-folioladas; pecíolo 1,8-5,6 cm, glabrescente; raque 5-11 mm compr., glabrescente; folíolos 2,5-5×0,6-2,4 cm, oblongos a obovados, base obtusa, ápice agudo, glabrescentes.
Inflorescências racemosas, nodosas, 3,5-22,5 cm compr., axilares, 3-6-flora; botão floral curvo; cálice 5-laciniado, campanulado, ca. 4 mm compr., glabro; corola zigomorfa, violácea, não ressupinada, vexilo 1,8-1,9×0,8-1,3 cm, glabro; alas 1,8-1,9×1 cm, pétalas da carena 1,9-2×1 cm., torcidas lateralmente; androceu diadelfo, 9+1 estames, 2,1-2,4 cm compr., anteras isomórficas; ovário estipitado, ca. 8 mm compr., tomentoso.
Legumes ca. 54×4 mm, lineares, glabrescentes; sementes oblongas, castanhas com manchas negras.
Ocorre no Equador, Honduras, Costa Rica, Colômbia, Paraguai, Argentina e Brasil (Maréchal et al. 1978), onde é citada para áreas de campos rupestres ao sul da Cadeia do Espinhaço (Dutra 2005). No PNSC, a espécie foi coletada em áreas de campo limpo com afloramentos rochosos e em campo sujo.
Sinonímia botânica: Vigna peduncularis
Fonte: FILARDI, F. L. R.; GARCIA, F. C. P.; DUTRA, V. F. & SÃO-THIAGO, P. de S. Papilionoideae (Leguminosae) do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil. Rev. Hoehnea, v.34, n.3, p.383-408, 4 fig., 2007.