Subarbusto, ereto, 14–26 cm alt.; ramo geralmente denso-setoso, algumas vezes tomentoso; estípula externa obovada ou largo-obovada, verde, setosa, 6–17 nervuras, 8–12 × 4,5–8 mm, ápice cuspidado, 4–5,5 mm compr.; estípula interna ausente.
Folha 15–36 mm compr.; pecíolo setoso, 1–2,5 mm compr.; raque foliar setosa, 1–2,5 mm compr.; folíolo largo-obovado a espatulado, ápice apiculado, base cuneada, setoso, 3–4 pares de nervuras, conspícuas, nervuras coletoras ausentes, (2–) 13–27,5 × 6–12,5 mm.
Inflorescência ovóide, isolada, congesta, terminal, 1–2 espigas, 8,8 × 6,6; bráctea externa obovada, tomentosa, venação paralelinérvea, 8–16 nervuras, conspícuas,unifoliolada, 4,5–11 × 3–7 mm, ápice cuspidado, 2,5–3,5 mm compr; bráctea interna ausente; 2 bractéolas, lineares, tomentosas, ápice aristado. Flor 10–11 mm compr.; corola amarela; estandarte largo-obovado, ápice obcordado, base cuneada, mácula vermelho-vinácea, 2 dobras na parte central da pétala mais próxima à base, 6,5–7 × 3,5–4 mm; asa obovada, 3–3,5 × 1,5–2 mm; pétalas da quilha elípticas, ligeiramente falciformes, 2,7–3 × 1–1,5 mm.
Lomento 1 artículo, obovado, glabro, glândulas translúcidas; estilete residual uncinado, sementes elipsóides, pretas ou amarelas (Brandão & Costa 1979; Costa 2006).
Stylosanthes longiseta é prontamente identificada pelos ramos e folíolos setosos e folíolos largo-obovados a espatulados.
A espécie é encontrada no Paraná e Minas Gerais (Brandão & Costa 1979). Em Mato Grosso do Sul ocorre nas região sudeste (Fig., 1b), em savana (cerrado). Flores observadas em outubro.
Fonte: COSTA, L. C. da; SARTORI, A. L. B. & POTT, A. Estudo Taxonômico de Stylosanthes (Leguminosae – Papilionoideae – Dalbergieae) em Mato Grosso do Sul, Brasil. Rev. Rodriguésia, v.59, n.3, p.547-572, 2008.