Fabaceae – Pterocarpus rohrii

Árvore 4-30 m altura. Ramos glabros, levemente estriados, lenticelados.

Folhas 5-7-folioladas. Estípulas 6 mm compr., triangulares. Pecíolo 1,5-4 cm compr., estriado, glabro. Raque 4,5-11,5 cm compr., semelhante ao pecíolo. Peciólulo 4-6 mm compr. Estipelas ausentes. Folíolos 5-10,5 x 2,5-6 cm, alternos a raramente subopostos ou opostos, elípticos, glabros em ambas as faces, ápice curto-acuminado, base obtusa, nervação broquidódroma, levemente proeminente.

Inflorescência racemosa, axilar, 8-15-flores. Pedicelo 1-2 cm compr., pubérulo, estriado. Raque 5-8 cm compr., semelhante ao pedúnculo. Pedicelo 3-4 mm compr. Brácteas 1,5 mm compr., lanceoladas, caducas. Bractéolas 1 mm compr., lineares, caducas. Flores amarelas, 1,8 cm compr. Cálice 8 mm compr., 5-laciniado, glabro. Vexilo 1,6 x 1,4 cm, orbicular, emarginado, glabro, com mácula vinácea na região central, base prolongada. Asas 1,5 x 0,5 cm, glabras, base prolongada. Carena 1,4 x 0,6 mm, glabra, base prolongada. Filete 1,4 cm compr., encurvado no ápice, glabro. Anteras 0,3 mm compr., suborbiculares. Estilete 1 cm compr., glabro. Estigma terminal. Ovário 4,5 mm compr., seríceo, séssil.

Fruto sâmara 5 x 5 cm, orbicular, largo-elíptico ou obovado, levemente tomentoso, ala circundante com semente na região central.

Os caracteres que podem auxiliar na correta identificação dessa espécie, segundo Lewis (1987), são: folhas geralmente 5-9 folioladas com folíolos grabros ou levemente piloso na nervura central.

A ausência de uma revisão recente, principalmente de táxons brasileiros, ainda deixa dúvidas a respeito de suas sinonímias.

Floração / Frutificação da espécie na área de estudo: dezembro / janeiro e fevereiro.

Fitofisionomia onde a espécie foi encontrada: Floresta de Restinga, Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, Floresta Ombrófila Densa Submontana e Floresta Ombrófila Densa Montana.

Freqüência da espécie em relação ao local de coleta: freqüente.

Distribuição: América do Sul e Central. Brasil: todas as regiões.

Fonte: SILVA, E. D. da. Leguminosae na Floresta Ombrófila Densa do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleos Picinguaba e Santa Virgínia, São Paulo, Brasil: taxonomia e similaridade entre diferentes cotas altitudinais. 368f. Tese (Doutorado em Biologia vegetal). Universidade Estadual de Campinas. Campinas-SP, 2010.

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