Trepadeira; ramo cilíndrico, tricoma seríceo, inerme. Odor presente. Estípula lateral, lanceolada, basifixa, caduca. Glândula ausente. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha imparipinada, 5-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, elíptico, ápice mucronado, margem inteira, base elíptica, nervação broquidódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.
Inflorescência racemo, axilar; bráctea presente, bractéola ausente, prefloração imbricada descendente. Flor pedicelada, amarela, zigomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, estreitamente-triangular, homomorfa; corola dialipétala, calcar ausente; androceu monadelfo, homodínamo, filetes brancos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.
Fruto lomento, séssil, plurisseminado, linear, cilíndrico, epicarpo inerme, margem reta.
Semente não observada.Nissolia Jacq. compreende de 78 espécies, sendo encontradas 29 no Brasil, destas 2 são
endêmicas (Flora do Brasil 2020).
Nissolia vincentina é uma liana que foi observada apenas na Serra do Paulo. Esta espécie pode ser facilmente reconhecida pelas folhas pentâmeras, imparipinadas com folíolos opostos; os racemos são curtos portando flores com cálice setoso e pétalas amarelas, sendo seus frutos lomentos lineares.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.