Subarbustos reptantes; ramos inermes, achatados, estriados, avermelhados, esparsadamente retro-estrigosos; tricomas simples; estípulas 1,4-3,7×1,4-2mm, lanceoladas, reflexas, glabras, 1-3-nervadas.
Folhas I/12-15; espículas interpinais lanceoladas; parafilídios oblongo-lanceolados; foliólulos 5-7×1,6-2mm, oblongos, cartáceos, glabros.
Espiga 5-7mm diâm., globosa, solitária, axilar. Flores 4-meras, isostêmones, glabras; cálice ca. 0,5mm, tubuloso; corola 2-3mm, campanulada, lacínias reflexas; estames livres, filetes róseos, anteras oblongoides; estaminódios ausentes; ovário estipitado, glabro.
Craspédio 2-3×0,5cm, estreitamente oblongo, estipitado, cartáceo, superfície ondulada, glabro, marrom, replo reto, glabro; sementes 3-4, orbiculares, marrons.
Mimosa gymnas ocorre no Paraná, desde o município de Campo Largo até Arapoti e Sengés, divisa com São Paulo, e, em São Paulo, apenas em Itararé. Esta espécie é bastante frequente nos campos gerais, sempre junto aos afloramentos areníticos. No entanto, pode ocorrer também em áreas de transição de campos com a floresta ombrófila mista. F4: campos gerais e ecótonos. Flores e frutos são observados em fevereiro, abril, maio, junho e novembro.
A espécie é facilmente reconhecida em campo por ser um subarbusto reptante com ramos marcadamente achatados. Essa característica dos ramos talvez confira uma vantagem adaptativa em ambientes íngremes, onde normalmente M. gymnas ocorre, auxiliando em sua fixação ao substrato. O indumento constituído por tricomas recurvados e as estípulas reflexas também auxiliam na sua identificação.
Fonte: TAMASHIRO, J. Y. & ESCOBAR, N. A. G. Subfamília Mimosoideae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, Instituto de Botânica, São Paulo, v. 8, p. 84-166, 2016.