Arbusto 1-2m; ramos inermes, pubescentes a tomentosos; tricomas plumosos e estrelados sésseis (foliólulos e corola); estípulas 3-4×0,4-1mm, linearlanceoladas, pubescentes.
Folhas V-VI/16-20; espículas interpinais ausentes; folíolos ligeiramente crescentes em direção ao ápice; parafilídios oblongos; foliólulos 3-6×1mm, oblongos, cartáceos, glabros a pubescentes.
Espiga 20-30×4-5mm, cilíndrica, solitária ou 2-fasciculada, axilar. Flores 4-meras, isostêmones; cálice ca. 0,2mm, discoide, glabro; corola 1-2mm, campanulada, puberulenta, lacínias eretas; estames unidos ou não na base, filetes esbranquiçados, anteras oblongoides; estaminódios presentes ou ausentes; ovário séssil, glabro.
Craspédio 1-2×0,4cm, elíptico ou oblongo, séssil, cartáceo, escabérulo, marrom a ligeiramente vináceo, artículos plano-compressos, replo reto, escabérulo; sementes 2-3, elipsoides, negras.
Mimosa cylindracea é a única espécie de Mimosa endêmica do estado de São Paulo, conhecida apenas por coletas antigas oriundas de Interlagos e Suzano, municípios pertencentes à região metropolitana. E7: áreas brejosas em manchas de savana inseridas em floresta ombrófila densa (Savassi-Coutinho 2009). Flores e frutos foram observados em setembro e outubro.
Dentre as espécies com flores 4-meras e isostêmones, M. cylindracea pode ser reconhecida pelas folhas com cinco a seis pares de folíolos, espigas cilíndricas e filetes esbranquiçados. Pode ser confundida com M. scabrella, que também ocorre neste estado. No entato, M. scabrella possui hábito arbóreo, espigas globosas e filetes amarelos. Além disso, esta última tem distribuição mais ampla, ocorrendo nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Fonte: TAMASHIRO, J. Y. & ESCOBAR, N. A. G. Subfamília Mimosoideae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, Instituto de Botânica, São Paulo, v. 8, p. 84-166, 2016.