Árvore 2-7 m altura. Ramos tomentosos quando jovens, glabros a subglabros na maturidade, estriados, lenticelados, com pares de acúleos agudos, suberetos (0,5-1,7 cm compr.).
Folhas 19-29 folioladas. Pecíolo 0,7-1 cm compr., tomentoso. Raque 7-14,5 cm compr., semelhante ao pecíolo. Peciólulo 1-2 mm compr. Folíolos 1-1,8 x 0,5-0,9 cm, alternos, oblongos a levemente elípticos, face adaxial glabra a subglabra, face abaxial adpresso-pilosa (tricomas longos), ápice obtuso a arredondado, mucronado, base arredondada, nervação broquidódroma, não proeminente.
Inflorescência paniculada. Flores vináceas, 9 mm compr., subsésseis. Bractéolas caducas. Cálice 3 mm compr., 5 laciniado, denso-seríceo. Vexilo 7,5 x 5 mm, orbicular, levemente emarginado, denso-seríceo externamente. Asas 7,5 x 2 mm, glabras. Carena 7,5 x 2 mm, glabra. Filete 8 mm compr., ereto, glabro. Anteras orbiculares. Estilete 1 mm compr., glabro. Estigma punctiforme. Ovário 4 mm compr., denso-seríceo, longo-estipitado (3,5 mm compr.).
Fruto sâmara, 6-7,5 x 1,3-2 cm, estipitado (5-6 mm compr.), adpresso-piloso, cálice persistente.
Machaerium nictitans é muito semelhante à M. scleroxylon ocorrendo, às vezes, sobreposição de alguns caracteres. No entanto, M. nictitans apresenta estruturas mais revestidas, com folíolos geralmente maiores e em maior número.
Floração / Frutificação da espécie na área de estudo: abril / maio.
Fitofisionomia onde a espécie foi encontrada: Floresta Ombrófila Densa Submontana e Montana.
Frequência da espécie em relação ao local de coleta: freqüente.
Distribuição: América do Sul. Brasil e Argentina. Brasil: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e Bahia.
Fonte: SILVA, E. D. da. Leguminosae na Floresta Ombrófila Densa do Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleos Picinguaba e Santa Virgínia, São Paulo, Brasil: taxonomia e similaridade entre diferentes cotas altitudinais. 368f. Tese (Doutorado em Biologia vegetal). Universidade Estadual de Campinas. Campinas-SP, 2010.