Árvore; ramo cilíndrico, tricoma tomentuloso, inerme. Odor presente. Estípula lateral, basifixa, caduca. Glândula ausente. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha imparipinada, 6-7-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, elíptico, ápice rotundo, margem inteira-serreada, base rotunda, nervação broquidódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, tricoma tomentuloso.
Inflorescência panicula, terminal; bráctea ausente, bractéola presente, prefloração imbricada descendente. Flor pedicelada, branca, zigomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, triangular, homomorfa; corola papilionácea, calcar ausente; androceu dialistêmone, homodínamo, filetes brancos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.
Fruto sâmara, séssil, unisseminado, elíptico, plano, epicarpo inerme, margem reta.
Semente elíptica, testa marrom, pleurograma ausente, arilo ausente, hilo lateral.
Uso potencial: ornamental
Luetzelburgia Harms compreende 12 espécies, sendo 11 encontradas no Brasil e destas 10 são endêmicas (Flora do Brasil 2020). Endêmica da caatinga.
Luetzelburgia auriculata é uma espécie muito comum em todo Cariri, podendo ser facilmente encontrada sobre afloramentos rochosos. De acordo com Queiroz (2009) esta espécie forma uma tipo de tubérculo em suas raízes que serve de reserva de água. Esta espécie pode ser reconhecida pelos ramos inermes e tomentosos, folhas com coloração verde escuro, as flores são alvas a rosas com androceu dialistêmone e quando fecundadas forma sâmaras com núcleo seminífero apical onde apresentam projeções aladas.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.