Árvore; ramo cilíndrico, tricoma tomentuloso, acúleo. Odor presente. Estípula lateral, linear, basifixa. Glândula ausente. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha ternada, 3-foliolada, estipela presente, folíolo oposto, deltoide, ápice agudo, margem inteira, base truncada, nervação actinódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, tomentoso.
Inflorescência pseudorracemo, terminal; bráctea ausente, bractéola presente, prefloração imbricada descendente. Flor pedicelada, vermelha, zigomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, navicular, homomorfa; corola papilionácea, calcar ausente; androceu diadelfo, homodínamo, filetes brancos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.
Fruto legume, estipitado, plurisseminado, linear, cilíndrico, epicarpo inerme, margem reta.
Semente reniforme, testa vermelha, pleurograma ausente, arilo ausente, hilo lateral.
Uso potencial: ornamental. Segundo Agra et al. (2007), o decocto ou infuso da casca do caule é indicado no tratamento das insônias, tosses e como vermífugo.
No Brasil são encontradas 11 espécies, das quais 2 são endêmicas (Flora do Brasil 2020).
Erythrina velutina é uma espécie arbórea amplamente encontrada na área, tendo preferencia por áreas mais baixas em lugares que tem grande disponibilidade de água durante o periodo de chuva, bem como nas bordas de riachos. Esta espécie é facilmente reconhecida pelos ramos armados, folhas trifolioladas e pseudorracemo com flores vermelhas, os legumes muitas vezes podem ser constritos e portam sementes vermelhas.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.