Árvores 7-30m, ramos glabrescentes, esbranquiçados; estípulas não observadas, caducas; pecíolo 6,4-10,4cm, canaliculado, pubérulo; raque foliar canaliculada, 2,8-5,1cm, pubérula.
Folha II-IV/11-15; foliólulos terminais 13-27×5-8mm, oblongo-lanceolados, assimétricos, ápice apiculado, margem inteira, base inequilátera, glabrescentes, nervura principal excêntrica; apêndice terminal ausente; nectários pateliformes no pecíolo e entre a pina distal.
Inflorescência espiga globosa, fasciculada, axilar, 2 por axila; pedúnculo 2,5-3,7cm; raque floral 2,5-3,5cm; brácteas ca. 1mm, lanceoladas, pubérulas, caducas. Flores sésseis; cálice tubuloso, 2,5-3mm, glabro externamente, lacínias agudas; corola tubulosa, 4,5-5mm, branca, glabra externamente; estames ca. 50, 1-1,2cm, brancos; tubo estaminal incluso, glabro; ovário séssil, ca. 22 óvulos, glabro, estilete maior que os estames, glabro, estigma funiliforme.
Legume 10,7-19,5×3,1-4,6cm, auriculiforme, valvas reticuladas, glabras; sementes não planas, ovadas a obovadas, castanho-claras.
A espécie ocorre na Colômbia, no Paraguai e no Brasil, onde pode ser encontrada nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste (Mesquita inéd.), ao longo dos domínios fitogeográficos da amazônia, caatinga e mata atlântica (Morim 2014a). B3, B4, B6, C5, C6, D5: cerrado, floresta estacional semidecídua. Floresce em setembro e frutifica em maio.
Como foi mencionado, Enterolobium timbouva e E. contortisiliquum são espécies bastante relacionadas que se diferenciam quanto ao ápice dos foliólulos, presença ou não de indumento no cálice e na corola, bem como por
características do fruto e da semente (Mesquita inéd.).
Fonte: TAMASHIRO, J. Y. & ESCOBAR, N. A. G. Subfamília Mimosoideae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, Instituto de Botânica, São Paulo, v. 8, p. 84-166, 2016.