Fabaceae – Dahlstedtia araripensis

Árvore; ramo cilíndrico, glabro, inerme. Odor presente. Estípula lateral, basifixa, caduca. Glândula ausente. Filotaxia alterna-espiralada.

Folha imparipinada, 7-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oval, ápice rotundo, margem inteira, base rotunda, nervação broquidódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.

Inflorescência panicula, terminal; bráctea ausente, bractéola ausente, prefloração imbricada descendente. Flor pedicelada, rosa, zigomorfa, diclamídea; diplostêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, triangular-obtusa, heteromorfa; corola papilionácea, calcar ausente; androceu monadelfo, homodínamo, filetes brancos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário estipitado, pluriovulado.

Fruto sâmara, estipitado, uni- plurisseminado, elíptico, plano, epicarpo inerme, margem reta.

Semente eliptica, testa marrom, pleurograma ausente, arilo ausente, hilo lateral.

Uso potencial: madeira

Dahlstedtia Malme compreende 16 espécies, sendo encontradas 12 no Brasil e destas 11 são endêmicas (Flora do Brasil 2020).

Dahlstedtia araripensis é uma espécie arbórea comum numa área preservada da Fazenda almas nas intermediações dum afloramento rochoso. Esta espécie pode ser morfologicamente reconhecida pelos ramos e folhas glabras, sendo estas imparipinadas com folíolos opostos, suas inflorescências são panículas, as flores são rosa com androceu monadelfo e frutos sâmaras.

Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.

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