Fabaceae – Collaea aschersoniana

Subarbustos eretos, até 1,5 m alt. Caule ramificado ou não, sublenhoso, cilíndrico, estriado, com lenticelas, pubescência adpressa, serícea, canescente, tricomas curtos.

Folhas digitado-trifolioladas, pecíolo curto 1-2 mm compr., piloso; folíolos rígidos, coriáceos, estreitos, o apical medindo 28-48(63) x 5-9 mm e os basais 25-45(56) x 4-7(8) mm, oblongos a oblongo-lanceolados; ápice obtuso a truncado, curto-mucronado, às vezes emarginado; base arredondada a aguda, às vezes revoluta na inserção dos peciólulos; face adaxial glabra, com nervuras marcadas, conspícuas; face abaxial tomentosa, tricomas adpressos, seríceos, amarelados. Estípulas caducas, não vistas.

Inflorescências axilares, umbeliformes, plurifloras, sésseis, pedicelos (4)6-9(10) mm compr., vilosos, canescentes.

Brácteas orbiculares, 2-4(6) mm compr., seríceas. Bractéolas 6-10 mm compr., com ápice acuminado, seríceas, canescentes. Cálice campanulado, com 4 lacínios subiguais em comprimento, (5)6-8 x 8-10 mm, cimbiformes a lanceolados, com ápice agudo, apiculado; tricomas seríceos, canescentes a marrons. Corola branca. Estandarte orbicular a oblongo-orbicular, 10(17) x 10(17) mm, glabro, ungüícula curta, com menos de 1 mm compr., ápice arredondado a profundamente emarginado, aurículas infl exas na base. Alas 8-10 x 4-6 mm, ápice arredondado a obtuso. Peças da carena 7-10 x 3-5 mm, falciformes, ápice truncado. Ovário reto, pubescente, tricomas seríceos a vilosos, canescentes a amarelados. Estilete
menor que o comprimento do ovário. Estigma levemente globoso.

Legume 28 x 5 mm, achatado lateralmente, ápice caudado, tomentoso, com tricomas grisáceos a marrons.

Sementes não vistas.

Espécie bastante rara na Região Sul, não tendo sido encontrada em nenhuma viagem de coleta. Suspeita-se que esteja localmente extinta ou muitíssimo ameaçada, pois não existe registro de coleta nos últimos dez anos. Aparentemente restrita ao Estado do Paraná, não havendo informações de sua ocorrência em outras regiões do Brasil.

O período de floração é entre setembro e outubro. Pouco se sabe em relação ao período de frutificação e à forma dos frutos, pois também Taubert (1889), no protólogo da espécie, referiu-se ao fruto como “Legumen ignotum”.

Apenas uma exsicata foi examinada contendo esta estrutura, a qual foi descrita no presente trabalho de maneira incompleta, pois além de o fruto estar imaturo, tornando inviável a descrição das sementes, não havia data de coleta, o que não permitiu a indicação da época de frutificação. Segundo as anotações de exsicatas feitas pelos coletores, C. aschersoniana é encontrada em brejos ou muito próxima de lugares úmidos.

Fonte: CHAUTEMS, A. Gesneriaceae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Instituto de Botânica, São Paulo, v.3, p.75-104, 2003.

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