Árvore; ramo cilíndrico, tricoma glabrescente, espinho 2. Odor presente. Estípula lateral, basifixa, caduca. Glândula presente no pecíolo, 1, séssil. Filotaxia alterna-espiralada.
Folha bipinada, 6-foliolada, estipela ausente, folíolo oposto, oblongo, ápice rotundo, margem inteira, base assimétrica, nervação actinódroma, pontuação translúcida ausente, cartácea, glabro.
Inflorescência glomérulo, axilar; bráctea ausente, bractéola ausente, prefloração valvar. Flor séssil, branca, actinomorfa, diclamídea; polistêmone; cálice gamossépalo, sépala 5, triangular, homomorfa; corola gamopétala, calcar ausente; androceu monadelfo, homodínamo, filetes brancos, antera rimosa, uniformes, rostro ausente; ovário séssil, pluriovulado.
Fruto câmara, séssil, plurisseminado, linear, túrgido-plano, epicarpo inerme, margem reta.
Semente elípsóide, testa preta, pleurograma fechado, arilo ausente, hilo apical.
Uso potencial: madeira e ornamental
Chloroleucon dumosum é uma árvore que perde as folhas no periodo de seca e foi observada apenas na serra do Paulo em São João do Tigre. Esta espécie pode ser reconhecida por aparesentar caules esfoleandes com coloração verde e branco. Pode ser confundida com Chloroleucon foliolosum, porém são distintos pelo tamanho dos folíolulos e pelo androceu com tubo monadelfo exserto do tubo da corola em C. dumosum versus androceu monadelfo com tubo incluso no tubo da corola.
Fonte: QUEIROZ, R. T. de. Fabaceae do Cariri paraibano [livro eletrônico]. Nova Xavantina, MT: Pantanal, 2021. 626 p.