Fabaceae – Canavalia grandiflora

Trepadeiras lenhosas, volúveis, ramos glabros.

Folhas com pecíolo 5,7-9,5cm, raque 1,5-2cm; folíolos glabros, obovais, papiráceos, faces adaxial e abaxial reticulados, folíolo terminal 10,5-12,5×6,1-7cm, ápice caudado, base arredondada, folíolos laterais 9,2-10,5×5-6,4cm.

Inflorescência delgada, ca. 18,5cm, florido na metade distal, nodosidades inconspícuas. Flores com cálice 17-19mm, tubo glabrescente, lábio vexilar inteiro, apiculado, ca. 12mm, dentes carenais ca. 3mm; estandarte ca. 40×35mm, suborbicular, asas lineares ca. 22×3mm, divergentes, quilha ca. 30mm, ápice espiraladamente infletido.

Fruto ca. 10,5×1,2cm, linear, glabrescente com tricomas esbranquiçados, valvas lenhosas, costadas a ca. 4mm da margem sutural; sementes não vistas. Canavalia grandiflora tem distribuição relativamente ampla, ocorrendo da região limítrofe entre o Brasil e o Peru e dos estados do Pará e Maranhão ao norte, aos estados de Minas Gerais e São Paulo ao sul e leste. B4: floresta mesófila. Floração de abril e maio e frutificação de julho a novembro.

Canavalia grandiflora, C. picta e C. mattogrossensis (Barb. Rodr.) Malme formam um complexo taxonômico no qual a distinção entre as espécies é tênue, especialmente nas populações do Brasil Central, onde suas áreas individuais de distribuição se sobrepõem. C. mattogrossensis tende a possuir folíolos com indumento mais denso na face abaxial. C. grandiflora e C. picta podem ser mais facilmente diferenciadas quando se encontram em frutificação, a primeira possuindo frutos glabrescentes com tricomas esbranquiçados, a segunda com frutos densamente pubescentes com tricomas ferrugíneos.

Fonte: TOZZI, A. M. G. de. A. Subfamília Papilionoideae. Parte integrante da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, Instituto de Botânica, São Paulo, v. 8, p. 167-397, 2016.

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