Fabaceae – Leptolobium dasycarpum

Árvores, 2,5-3 m alt. Estípulas lanceoladas, ca. 3 mm compr., caducas; estipelas ausentes.

Folhas imparipinadas, 3-5(-7) folioladas; pecíolo 2,5-3,3(-3,8) cm compr., lanuginoso; raque (2,3-) 4,5-6,6 cm compr., lanuginosas; folíolos (3,3-)4,2-8,5×2-4 cm, elípticos, base obtusa, raro oblíqua, ápice retuso, face adaxial ciliada, face abaxial lanuginosa, dourada.

Inflorescências paniculadas, 7,1-9,5 cm compr., axilares, terminais, ca. 100-flora; cálice 5-laciniado, campanulado, ca. 5 mm compr., esparsamente lanuginoso; corola actinomorfa, amarelo-alaranjada, pétalas ca. 3,5×5 mm, glabras; androceu dialistêmone, 10 estames, ca. 9 mm compr., anteras isomórficas; ovário estipitado, ca. 5 mm compr.; lanuginoso.

Frutos não observados.

Restrita ao Brasil (Yakovlev 1969, ILDIS 2005) ocorre em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo (Yakovlev 1969) e Bahia (Lewis 1987). Ocupa áreas de cerrado (Mendonça et al. 1998, Filardi 2005) e campos rupestres da Cadeia do Espinhaço (Giulietti et al. 1987, Zappi et al. 2003), sendo encontrada, no PNSC, em cerrado com evidências de queimada.

Sinonimia botanica: Acosmium dasycarpum

Fonte: FILARDI, F. L. R.; GARCIA, F. C. P.; DUTRA, V. F. & SÃO-THIAGO, P. de S. Papilionoideae (Leguminosae) do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil. Rev. Hoehnea, v.34, n.3, p.383-408, 4 fig., 2007.

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